sábado, 13 de fevereiro de 2016

medicina nacional

O que teria acontecido, segundo Latour, seria uma mudança nas
representações sobre a natureza da sociedade. Em sua perspectiva, tratavase
de uma lição de sociologia dada pelos pastorianos, uma vez que o que
indicavam era a impossibilidade de se observar relações sociais e econômi¬
cas sem considerar a presença dos micróbios. Seria impossível identificar
relações entre pessoas, pois os micróbios estariam presentes em toda parte,
assumindo o papel de verdadeiros mediadores das relações humanas. como secar barriga

O micróbio poderia mesmo promover a indistinção das barreiras bumbum fit22
sociais entre ricos e pobres, como afirmavam legisladores de fins do século
XIX. Este ponto foi abordado de forma muito sugestiva pelo médico norteamericano
Cyrus Edson, que, em fins do século XIX, apresentou o micróbio
como "nivelador social". As ações públicas de saúde seriam uma decorrência
do encadeamento de seres humanos e sociedades reveladores da "dimensão
socialista do micróbio" (Hochman, 1996: 40). dente   urologia

 Em suma, o estudo dos micróbios entrelaçava-se fortemente ao da própria sociedade,
redefinindo relações, formas de contato e as noções de pureza e de risco.6
As proximidades entre medicina e sociologia, durante o século XIX,
têm sido lembradas por diferentes estudos que observam a transposição de
teorias e metáforas, por exemplo, o recurso a metáforas baseadas em analogias
orgânicas na proposta de filosofia social de Saint-Simon e na sociologia
de Emile Durkheim. oftalmologista    ginecologista

O estudo realizado por Murard & Zylberman (1985) reforça o
argumento até aqui apresentado. Os autores entendem que a higiene de
fins do século XIX e início do século XX pode ser entendida como ciência
social aplicada. Observam que, desde 1829, anunciava-se o programa dos
higienistas na França: a medicina não teria por objeto apenas estudar e
combater as doenças; ela apresentava fortes relações com a organização
6É importante observar que não procedem tentativas de estabelecer uma relação de causalidade direta entre
o conhecimento científico, mais especificamente o referido à bacteriologia, e sentimentos de aversão ao que
é considerado impuro e perigoso à saúde. Este ponto é enfatizado especialmente nas obras de Norbert Elias
(1990) e Mary Douglas (1976).

social. As idéias divulgadas em periódicos, como os Annales d'Hygiène
Publique et de Medicine Légale, em um momento marcado por ações de
combate à cólera e à febre amarela, indicariam a articulação da medicina
com problemáticas sociais.

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